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O Pássaro
Aziago
Sir James Oxebham, de
Devon, estava alegríssimo - assim começa a história - e tinha
bons motivos. No dia seguinte, seria celebrado o casamento de sua
única filha, sua bela Margaret. Seria um dia perfeito. Margaret
amava seu marido, um rapaz culto, de boa família e com dinheiro.
Sir James adora também o rapaz e as duas famílias estavam muito
satisfeitas e ansiosas para verem seus primogênitos embarcarem
numa vaga de felicidade.
No dia anterior ao do casamento, em uma
recepção em sua casa, Sir James fazia um discurso expansivo,
agradecendo aos hóspedes por terem aparecido quando, de repente,
empalideceu. gaguejou e parou. Os convidados ficaram alarmados,
porém ele acabou recobrando a presença de espírito.
Prosseguiu, mas sem a jovialidade do início,concluindo
rapidamente a fala. Depois do banquete, Sir James confidenciou a
um antigo serviçal o motivo de seu desespero. Contou ele, que
enquanto falava, viu aparecer do nada, um pássaro
fantasmagórico de peito branco, dar várias várias voltas sobre
a cabeça de Margaret antes de desaparecer novamente com um
flash. O criado ficou mudo e lívido, pois sabia que maldição
acompanhava a família Oxebham desde o século XVI . Sempre que
um Oxebham se encontrava na iminência da morte, esse ser
aparecia sobre a cabeça do condenado. Há gerações, esse
pássaro era o Arauto da Morte na família. Apesar de não ter
dito palavra com seu patrão, o serviçal podia ver os olhos de
angústia e tristeza nele.
Os temores do criado não eram infundados. No
dia seguinte, assim que a Cerimônia de Casamento começou, um
homem com uma adaga na mão, saído de trás de uma das
tapeçarias do altar, investiu sobre a pobre Margaret e a matou
com um golpe no coração. A moça caiu morta, com o vestido de
noiva sujo de sangue aos pés do horrorizado noivo. O assassino,
um pretendente recusado, matou-se em seguida com a mesma adaga
ensangüentada.
Imagem e texto retirados da Coleção
"Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..
Esse texto é baseado no folclore da
região citada.

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