Conheça um pouco mais o Renato

Nome: Renato Manfredini Júnior.
Apelido: Junior
Data e local do nascimento: 23/03/60, Rio de Janeiro, mas cresceu em Brasília.
Data de falecimento:11/10/96
Mãe e Pai: Maria do Carmo e Renato
Irmã: Carmem Teresa Manfredini
Filho: Giuliano Manfredini
Signo: Áries
Formação: Jornalismo, no DF
Altura e Peso: 1,74m, 65 Kg
Habilidade Musical: Voz, violão, teclados e composição.

Introdução: Renato Russo nasceu no Rio de Janeiro, mas é um Brasiliense típico. Filho mais velho de um economista do Banco do Brasil e de uma professora de inglês, foi morar nos Estados Unidos com 7 anos. Dois anos depois Renato e família voltaram para o Brasil e residiram em Curitiba por mais dois anos. Aos 11 anos, Renato se mudou para Brasília. Aluno do colégio Marista, Renato passou dos 15 aos 17 anos entrevado em cvelho de um economista do Banco do Brasil e de uma professora de inglês, foi morar nos Estados Unidos com 7 anos. Dois anos depois Renato e família voltaram para o Brasil e residiram em Curitiba por mais dois anos. Aos 11 anos, Renato se mudou para Brasília. Aluno do colégio Marista, Renato passou dos 15 aos 17 anos entrevado em casa, vítima de uma doença que praticamente dissolveu a cartilagem que conecta o fêmur a bacia - ele acabou tendo que colocar um pino de platina. No período entre 8

Em 1994, gravou um CD solo, "The Stonewall Celebration Concert", em colaboração com campanha da Cidadania Contra Fome e pela Vida do sociólogo Betinho. Em 1995 gravou o CD "Equilíbrio Distante", cantado todo em italiano. A música Strani Amore estourou, e o disco vendeu até agora a surpreendente marca de 350 mil cópias.

O dia 11 de outubro foi um dos mais tristes na história não só do rock nacional como também de toda a música brasileira. Renato Russo morreu as 1h15 da madrugada de sexta-feira, como também de toda a música brasileira. Renato Russo morreu as 1h15 da madrugada de sexta-feira, de infecção pulmonar e anemia profunda. A autópsia mostrou que o cantor e compositor tinha AIDS, fato que nunca havia sido revelado para a imprensa. Renato morreu em sua casa no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. O seu corpo foi cremado na manhã de sábado no cemitério do Caju, e não haverá velório, conforme os desejos do próprio cantor. Renato sofria de depressão aguda, e não comia nem saía de casa nos últimos dias.

Infância e Adolescência: Nasceu na Ilha de Governador, Rio de Janeiro.
Renato era ariano com Ascendentes em Peixes.
Filho de pai economista, funcionário do Banco do Brasil, e de mãe professora.
Maria do Carmo Manfredini: professora de inglês aposentada.
Aos dois anos de idade, Juninho, como era tratado pela família, já se mostrava aficionado por Frank Sinatra. Aos 4, colocava Neil Sedaka e Paul Anka na vitrola e ia acompanhar os namoricos de uma tia na janela.
Desde os 4 anos de idade estudou piano.
Aprendeu inglês desde pequeno, quando morou dos 7 aos 10 anos, em Nova Iorque.
Dos 7 aos 10 morou em Nova Iorque, onde seu pai passou um período a serviço do Banco do Brasil. Na volta, a família se estabeleceu no Rio e três anos depois se mudou para Brasília. Com inglês que aprendera nos Estados Unidos, aos 15 ele começou a trabalhar como monitor e em seguida como professor na Cultura Inglesa. Pouco depois contraiu epifisiólise, doença que afeta a extremidade dos ossos, deixando os frágeis. Submeteu-se a uma cirurgia para implantação de um pino de metal no fêmur, mas, segundo contava, foi vítima de um erro médico. O cirurgião teria colocado o pino encostado no nervo, o que lhe causava dores horríveis.
Foi vítima de uma doença que praticamente dissolveu a cartilagem que conecta o fêmur a bacia.
"Quando voltei para o colégio era uma pessoa distante. Observava tudo com olhar de estrangeiro." (Renato Russo)
Ao voltar dos Estados Unidos morou no Rio, e em seguida, migrou para Curitiba e Brasília.
Renato morou 2anos em Curitiba, e aos 11 mudou-se para Brasília. Foi aluno do Colégio Marista.
Nova transferência do pai levou o menino, já com 13 anos, a Brasília.
Do período em que morou em Nova Iorque, entre 67 e 69, trouxe o inglês perfeito e os discos que iriam formar a sua respeitável coleção.
Renato teve uma infância e adolescência de classe média alta, típica do pessoal das bandas de Brasília.
Renato teve uma infância conturbada, sofreu com uma saúde frágil. Uma virose chegou a deixá-lo de cadeira de rodas por alguns anos. Cresceu apaixonado por literatura e música.
"Se trancava no quarto para ouvir música clássica, ler a Enciclopédia Britânica e a coleção Os Pensadores". "Eu dizia: 'Júnior, vai jogar bola, vai namorar'. Ele ria baixinho e dizia: 'Não adianta, mãe, eu sou diferente' " (Renato foi um menino recluso e tímido, que, como lembrou com carinho sua mãe, Maria do Carmo.)
Aos 15 anos, já dava aula de inglês.
Entre 15 e 17 anos Renato com epifisiólise, trancava-se em seu quarto, onde lia (muito), ouvia música, escrevia e sonhava em ... montar uma banda de rock.
A adolescência foi traumática: entre os 15 e os 17 anos, enfrentou várias operações e viveu entre a cama e a cadeira de rodas, combatendo uma doença óssea rara chamada epifisiólise.
Renato adorava experiências. Ficava 4 dias sem comer, só para conferir o resultado. Nestas fases, pintava, consumindo dias de trabalho experimental com telas que deixava pegar chuva ou misturando tinta a urina. Pesquisava magia, tarô e astrologia, isso junto a muita bebida. "Nunca bebi pelo gosto, mas para ficar louco. Bebia Contreau em copo de requeijão."
Renato era fanático por cinema e fazia experiências com artes plásticas.
Renato viveu uma juventude tipicamente brasiliense. No fim do regime militar, participou de manifestações políticas pró-democracia. Engajou-se em modismos culturais, como o movimento punk: andava de calça rasgada, coturno e cabelo espetado.
Estudou Jornalismo na Universidade de Brasília (UnB).
Renato divertia-se com a "Turma da Colina", Fê e Flávio Lemos (futuramente do Capital Inicial), Ico e Dinho Ouro Preto. Contava com os integrantes da futura Plebe Rude. A turma corria atrás de informações. Um fanzine que falasse do Ramones valia ouro. Um disco do Sex Pistols era gravado e passado de mão em mão por todos eles. O sentimento itinerante também era uma constante: ele morou com os avós e os primos na Ilha do Governador. De certa forma, Renato permaneceu "adolescente" - e adolescente problemático - até o final, paralisado naquela transição entre a percepção mágica da infância e a (suposta) responsabilidade da vida adulta, recusando-se a qualquer forma de convivência com as agruras e o cinismo de um mundo que não tinha a sua cara.

Hobbies: vídeo, cinema, leitura e música ou como disse no programa "Invasão da Cidade", em 1992: "O que eu gosto de fazer em casa eu não posso falar ao vivo pra 10 milhões de pessoas. Eu sinto muito.".

Família: filho de Renato Manfredini, economista do Banco do Brasil, e de Maria do Carmo Manfredini, professora de inglês.

Pré-Legião: Renato morou com os avós e os primos na Ilha do Governador no Rio de Janeiro, e aos sete anos mudou-se para os Estados Unidos. Voltou depois de três anos e morou no Rio, Curitiba por dois anos e aos 11, foi para Brasília. Estudou no colégio Marista, e teve de andar dos 15 aos 17 anos em uma cadeira de rodas por causa de uma doença virótica chamada epifisiólise que praticamente dissolveu a cartilagem que conecta o fêmur a bacia. Foi operado para a colocação de pinos de platina. Por causa da dor, quase não saía de casa, advindo daí o gosto pela música. "Sempre quis ser igual aos Beatles, mas achava impossível porque não sabia tocar nada. Daí surgiu o punk, que eu ouvi quando todos só queriam saber de disco music. Pensei: 'Ah, para fazer quatro acordes até eu!'". Enquanto esteve em Brasília, trabalhou no Ministério da Agricultura e deu aulas na Cultura Inglesa. Adorava experiências como ficar quatro dias sem comer só pra ver o resultado. "Nunca bebi pelo gosto, mas sim pra ficar louco. Bebia Contreau em copo de requeijão", dizia. Ainda cursou faculdade de Jornalismo em Brasília e foi até locutor de rádio, professor de inglês e assessor de imprensa. Formou o grupo de rock punk Aborto Elétrico em 1978 de onde surgiu a Legião Urbana (ver o Resumo Histórico da banda).

Histórico na Legião: Renato Manfredini Júnior usava o codinome "Russo", em homenagem ao iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, ao filósofo inglês Bertrand Russel e ao pintor francês Henri Rousseau. Alguns momentos dele na Legião: (*) em 1984, por causa de uma rescisão de contrato com a gravadora, ele tentou o suicídio, cortando os pulsos. Perdeu temporariamente o movimento das mãos e teve que passar o baixo para Renato Rocha, vulgo Billy, vulgo Negrete, que gravou os três primeiros discos da Legião; (*) teve problemas de dependência química, crises de depressão e também assumiu sua postura homossexual publicamente em 1990 (anteriormente camuflada em letras da Legião como Soldados e Daniel na Cova dos Leões), em uma entrevista para a revista Bizz. Foi um ato muito corajoso pelo mal que poderia representar para um artista onde seu público era na maioria adolescente, heterossexual e preconceituoso; (*) além disso, Renato, o responsável por praticamente todas as letras do grupo, tinha uma personalidade forte, sendo por isto diversas vezes criticado por citações em shows como, por exemplo, o de Brasília em 1988. Sempre foi indignado com a falta de ética, preconceitos e injustiças. Buscou durante seu trabalho o resgate de valores morais (sem ser panfletário).

Outros Trabalhos: Em 1994, cantando em inglês, gravou um CD solo somente com canções em inglês (The Stonewall Celebration Concert) em colaboração para campanha da Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida. No ano seguinte ele surpreendeu mais uma vez a todos gravando seu segundo trabalho, em italiano, homenageando a colônia italiana de onde faziam parte seus bisavós que vieram ao Brasil como imigrantes. Equilibrio Distante ("meu disco brega", como dizia) tornou-se um marco com mais de 1 milhão de cópias vendidas até hoje. O terceiro disco veio post mortem (para saber mais sobre o desaparecimento de Renato Russo, ver o Resumo Histórico da banda). O Último Solo reúne músicas que não entraram nos dois primeiros discos mais uma faixa multimídia com o clip de Strani Amori, sua última aparição em vídeo.

Óbito: No início de 1996, Renato Russo entrou em crise depressiva profunda, fato que provocou várias vezes a interrupção dos trabalhos de gravação do disco A Tempestade (Ou O Livro dos Dias), que duraram cerca de 6 meses. Renato recusou-se a tirar fotos para este álbum e fez dele uma carta de despedida aos fãs. Após as gravações, em junho de 96, Renato se isola em seu apartamento no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, muito abalado fisicamente por causa de uma forte pneumonia. Como andava também deprimido há muito tempo, o vírus HIV acabava destruindo suas defesas. Nas últimas semanas já recusava-se a comer e a sair do quarto. Renato era soropositivo desde 1989. O roqueiro, que jamais veio a público revelar que tinha AIDS, mas que nunca escondeu que talvez pudesse ser portador do vírus vem a falecer. Na madrugada de 11 de outubro de 1996, quando o relógio marcava 1:15, a AIDS através de uma insuficiência pulmonar e de uma anemia aguda levava mais um grande poeta dos anos 80. Segundo a mãe do cantor, Maria do Carmo Manfredini, o nome de seu último álbum revela bem o estado de espírito de Renato pouco antes de sua morte. Ele dizia que queria muito fazer deste álbum algo muito especial, pois não sabia se faria outro. "Este nome foi escolhido porque havia uma tempestade dentro dele. Ele quis chegar ao fim. Ele não se suicidou, mas simplesmente não lutou", declarou.

Algo no corpo o incomoda? "Minha saúde. Foram 15 anos de droga- adicção".
Parte do corpo de que mais gosta: "Cérebro. E também adoro as minhas mãos".
Cuidados com o corpo: "No momento, manter-me longe do alcoolismo já é um milagre".
A que horas dorme e acorda: "Vou dormir às sete da manhã e acordo meio-dia. De dia, não faço nada, porque o mundo está acontecendo".
Propriedades: "Só o meu apartamento".
Símbolo sexual: "O Leonardo, da seleção. Eu acho ele um gatinho".
Primeiro beijo: "Aos 9 anos, com a minha namorada nos EUA. Achei a coisa mais nojenta".
Primeira transa: "Foi num carro, aos 17"
Lugar mais esquisito onde fez amor: "Embaixo do telhado, no vão da caixa d'água"
Melhor lugar para fazer amor: "Um lugar onde a gente se sinta mais seguro".
Fantasia não realizada: "Ganhar o Oscar".
Homens são: "Bobos, que nem cachorro".
Mulheres são: "Misteriosas que nem gato".
O que te seduz? "Espírito, bondade, desejo".
O que te broxa? "Estupidez, pretensão".
Melhor cantada: "Do Scott, em Nova York, num bar gay. Vi aquele menino loirinho, cara de estivador, vindo na minha direção! Pedi um cigarro, ele disse: Não!. Saiu. Voltou com um maço novinho pra mim. Ficamos juntos dois anos".
Pior cantada: "Gosta de mulher mas também gosto de viado! Vá a merda!".
Última pessoa que levaria para cama: "Paulo Francis"
Maior maldade que já fez: "Não admitir que as pessoas se preocupavam comigo".
Maior mentira que já contou: "Só mentiras bobas. Aqui, eu não falei toda a verdade".
Arrependimento: "Não conhecer a programação dos doze passos na época do Scott".
Palavra preferida: "Essência".
Palavra que mais usa: "Eu".
Canção: "I Get Along Without You Very Well"
Compositor preferido: "Bob Dylan".
Livro: "Sonetos, Shakespeare".