
Filho de uma
prostituta e frenquentador assíduo de reformatórios juvenis pelos
crimes de falsificação e roubo, Charles Mason recém-cumprira
uma pena de 10 anos, em 1954, quando formou sua famosa comunidade hippie em
Spahn Ranch, perto de Los Angeles. Mason tinha idéias grandiosas, e seus
seguidores, ou "família",o consideravam uma figura messiânica.
Embora sua"seita" pregasse o amor livre e uso de drogas, passava desapercebida
porque, na época, essa era uma idéia comum entre o movimento hippie.
Mas em 9 de agosto de 1969, um grupo de seguidores de Mason invadiu a casa do
diretor Roman Polanski, em Hollywood, assassinando a esposa de Polanski, Sharon
Tate - que estava grávida - e mais quatro pessoas. As vítimas
foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas
foi usado para escrever mensagens nas paredes. Na noite seguinte, o mesmo grupo
invadiu acasa de Leno e Rosemary LaBianca, matando os dois. Mason, então
com 33 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à justiça,
juntamente com três seguidoras. Embora fosse o líder da "família",
alegou não
ter participado pessoalmente de nenhum deles.
A defesa foi impressionante: as três garotas queriam testemunhar a sua
culpa e inocentar Manson, mas os advogados se recusaram a ouví-las. Nesse
ponto, Charles Manson decidiu intervir. Dizendo que tinha ódio profundo
pela humanidade, chamava que os membros de sua família eram rejeitados
da sociedade: "Tenho feito tudo para ser aceito em seu mundo, e agora vocês
querem me matar! Eu apenas digo a mim mesmo: ora, já estou morto, sempre
estive em toda a minha vida... não ligo a mínima para o que possam
fazer comigo". A promotoria se referiu a Manson como "o homem mais
malígno e satânico que já caminhou na face da Terra",
e o quarteto foi setenciado a prisão perpétua.